Categoria: Biotecnologia

25
out

Você sabe como minimizar os impactos da seca?

A temporada de seca e calor excessivo deixa os produtores de soja preocupados. As condições climáticas, aliadas ao momento de florada, deixam a planta debilitada, podendo ocasionar até a mortalidade e perda da plantação.

Numa situação climática de seca, a reserva energética da planta fica destinada para a sobrevivência, abortando flores e/ou vagens devido ao enfraquecimento geral. Ainda, o vegetal precisa recompor energias após o estresse causado pela seca, para depois lançar a florada, etapa que pode ser bem prejudicada pelas temperaturas elevadas e falta de chuvas.

Para evitar esse tipo de prejuízo, antes dos períodos de seca e calor excessivo, é indicado fazer aplicações preventivas de soluções naturais à base de aminoácidos. Elas vão contribuir com um aporte energético para manter, mesmo que minimamente, as funções vitais da soja.

Mas nem sempre é possível prever com a antecedência necessária esse tipo de situação climática. Então, quando o produtor é pego de surpresa, é preciso tentar minimizar os impactos na lavoura.

O que fazer para amenizar esta situação?

Caso as secas já tenham afetado sua lavoura, o ideal é aguardar a restauração da umidade no solo e aplicar produtos que propiciem um aporte significativo de energia no sistema da planta, além de ajudar na recuperação das que se encontram debilitadas e aplicar fermentativas em seguida.

A Linha Aminum, da Omega, foi concebida justamente com esse objetivo. Os produtos são constituídos de L-aminoácidos específicos, obtidos pela biofermentação controlada de origem orgânica, nutrição balanceada e microencapsulada, vitaminas dos grupos B e C e algas marinhas, ricas em auxinas e fitormônios naturais.

A aplicação de aminoácidos fornece os elos amídicos para a formação das macromoléculas biológicas nas plantas, chamadas de proteínas. O uso destes L-Aminoácidos resulta em uma economia da energia que seria gasta na construção destas amidas. Como a planta não tem tecidos de reserva de energia metabólica, a energia poupada na construção de um aminoácido é redirecionada para outras rotas metabólicas, como por exemplo, para o aumento de peso nos grãos.

Além de recuperar a energia de sua lavoura após uma seca ou clima de calor excessivo, os produtos da Linha Aminum também têm os seguintes benefícios na lavoura:

  • Estimulam as atividades fisiológicas e nutricionais;
  • São elicitores do aumento de resistência a estresse biótico e abiótico;
  • Ampliam a resistência das plantas ao ataque de patógenos e pragas;
  • Favorecem o florescimento e pegamento dos frutos;
  • Melhoram a cor e o sabor dos frutos;
  • Aprimoram o teor de açúcares e de proteínas;
  • Melhoram a qualidade dos frutos e grãos.

 

Quer saber mais informações sobre a Linha Aminum?

Faça o download do nosso informativo técnico.

25
ago

Controle de plantas daninhas resistentes

Uma das principais características das plantas daninhas é a ampla variabilidade genética, que permite a adaptação e a sobrevivência dessas espécies em diversas condições ambientais. Devido a utilização intensiva de herbicidas nas últimas décadas, algumas populações de plantas daninhas adquiriram resistência a esses produtos.

A resistência de plantas daninhas aos herbicidas é a capacidade natural e herdável de alguns biótipos, dentro de uma determinada população, de sobreviver e se reproduzir após a exposição à dose de um herbicida, que normalmente seria letal a uma população normal (suscetível) da mesma espécie.

Desenvolvimento e tipos de mecanismos de resistência

O aparecimento de biótipos de plantas daninhas resistentes aos herbicidas está condicionado a uma mudança genética na população, imposta pela pressão de seleção, causada pela aplicação repetitiva do herbicida na dose recomendada ou diferentes herbicidas, mas com o mesmo mecanismo de ação.

Considera-se que a resistência pode ser dividida em três mecanismos:

  • Alteração do sitio de ação – o local específico é alterado e a molécula do herbicida não consegue estabelecer sua ação fitotóxica;
  • Metabolização ou detoxificação – a planta degrada o herbicida antes que esse cause danos irreversíveis à ela. Esse é o mecanismo de resistência apresentado pela maioria das espécies;
  • Retenção ou não afinidade do herbicida no local de ação – está relacionada ao impedimento do herbicida em atingir o sítio onde deve atuar, pode ocorrer pela ligação do herbicida a compostos naturais da planta.

A resistência pode ser cruzada ou múltipla. A cruzada ocorre quando o biótipo é resistente a dois ou mais herbicidas devido a um único mecanismo de ação e a múltipla ocorre quando o biótipo é resistente a dois ou mais herbicidas porque apresenta dois ou mais mecanismos distintos de resistência.

Manejo e prevenção da resistência

É necessário alterar constantemente as práticas utilizadas no controle de plantas daninhas, através de um sistema integrado de controle que envolva métodos culturais, físicos, mecânicos e químicos, visando evitar ou retardar o aparecimento de plantas daninhas resistentes. Veja algumas orientações:

  • Manejo apropriado de herbicidas – deve-se utilizar herbicidas com pouca atividade residual no solo, otimizar a dose, a época e o número de aplicação, evitando o uso contínuo de herbicidas ou daqueles com o mesmo mecanismo de ação;
  • Rotação de culturas – procurar a semeadura de diferentes culturas nas safras que permitam a utilização de herbicidas de diferentes mecanismos de ação;
  • Rotação de herbicidas – o uso de herbicidas com mecanismos de ação diferenciados nas aplicações sucessivas contribui para a redução da probabilidade do surgimento de biótipos resistentes;
  • Empregar sementes certificadas – é importante para evitar a disseminação da resistência, principalmente nos casos em que a semente das culturas e das plantas daninhas são de difícil separação;
  • Acompanhar as mudanças nas plantas – o conhecimento das espécies existentes na área e suas proporções possibilita ao produtor detectar a ocorrência de seleção de espécies, prevenindo assim a resistência.

Em caso de confirmação da resistência deve-se, inicialmente, erradicar imediatamente as plantas remanescentes ou usar práticas para reduzir o acréscimo de sementes ao solo, evitando a disseminação das plantas resistentes.

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09
ago

Saiba tudo sobre os biofertilizantes

O Decreto 4954/2004 alterado pelo Decreto 8384/2014, define biofertilizante como um produto que contém princípio ativo ou agente orgânico, isento de substâncias agrotóxicas, capaz de atuar direta ou indiretamente sobre o todo ou parte das plantas cultivadas, elevando a sua produtividade, sem ter em conta o seu valor hormonal ou estimulante.

Na categoria de biofertilizante se enquadram produtos orgânicos de origem natural que tragam efeitos não só nutricionais, mas também fisiológicos ou que ativem biologicamente processos na planta para aumentar a eficiência em termos de aproveitamento de nutrientes, diminuindo o estresse causado por fatores bióticos e abióticos.

Substância naturais utilizadas em biofertilizantes

Os biofertilizantes são formados por produtos de origem natural como as substâncias húmicas (com destaque para o ácido fúlvico), extratos de alga, aminoácidos, entre outro compostos naturais.  

  • Substâncias húmicas – são o resultado da transformação contínua de resíduos orgânicos no solo. Alteram as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo e exercem papel importante na fertilidade e estrutura do solo.
  • Extrato de algas – por sobreviverem em ambiente salgado, desenvolveram mecanismos de osmorregulação e possuem compostos que possibilitam resistência a seca e a temperaturas extremas.
  • Aminoácidos – entre suas funções, apresentam interação com a nutrição de plantas, aumentando a eficiência na absorção, transporte e assimilação dos nutrientes.

Apesar dessas substâncias já serem utilizadas há algum tempo como aditivos em formulações com fertilizantes, os biofertilizantes são considerados novos produtos no mercado. Perante a nova legislação, os produtos novos precisam de protocolo de aprovação agronômica para mostrar que a tecnologia tem validade.

O acréscimo de compostos naturais não caracteriza o produto como biofertilizante, pois precisa haver relação com a bioatividade, já que o efeito no metabolismo vegetal precisa ser comprovado em trabalhados científicos em conformidade com a Instrução Normativa (IN 06/2016).

O Engenheiro Agrônomo Átila Francisco Mógo, em entrevista a Abisolo, ressaltou que com o desenvolvimento de novas tecnologias na classe do biofertilizantes, eles passam a adquirir um protagonismo muito maior, porque não estão relacionados especificamente com a parte nutricional, mas muito mais com a parte biológica em estimular a planta a responder às mudanças climáticas, o uso excessivo de fertilizantes que o sistema de produção impõem. Você pode conferir a entrevista completa aqui.

Desafios a serem vencidos

A indústria de tecnologia em nutrição vegetal terá que vencer os desafios em investimentos, em inovação, em processos tecnológicos e pessoal qualificado, e as pesquisas oficiais determinaram quais os efeitos que os biofertilizantes causam nas plantas, para fins de registro.

Após vencidos esses desafios, o mercado terá à disposição produtos naturais para diminuir efeitos de estresses, estímulo ao crescimento e desenvolvimento das plantas, retardando a senescência, entre outras possibilidades, elevando a produtividade das culturas. Os biofertilizantes vêm contribuir com o aumento do aproveitamento do potencial genético das plantas.

Resumo de como dever ser um produto para ser considerado biofertilizante

  • Características – apresentar bioatividade, isento de substâncias agrotóxicas, não conter reguladores vegetais;
  • Diferenciais – matérias-primas que atuam positivamente no metabolismo vegetal;
  • Aplicações – complementa a adubação de base atuando direta e indiretamente sobre o todo ou parte das plantas cultivadas, elevando sua produtividade.

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06
jul

Impactos da biotecnologia moderna na agricultura brasileira

O Brasil é um país com grande potencial para o desenvolvimento da biotecnologia agrícola, graças à grande diversidade biológica, pela riqueza em plantas, animais, micoorganismos e por possuir um forte sistema nacional de pesquisa agrícola.

A biotecnologia agrícola pode ser dividida em dois segmentos. No primeiro estão as biotecnologias tradicionais, onde as mais utilizadas são a cultura de tecidos, o controle biológico de pragas e a fixação de nitrogênio. O segundo é conhecido como biotecnologia moderna, onde estão a engenharia genética e os estudos genômicos.

Importância para a agricultura

O surgimento da biotecnologia moderna marca o início de um novo estágio para a agricultura e reserva papel de destaque à genética molecular. Os avanços da genética vegetal reduziram a dependência da agricultura das inovações mecânicas e químicas, que foram os pilares da revolução verde.

A biotecnologia moderna tem grande importância para a agricultura, pois além do aumento da produtividade, contribui para a redução dos custos de produção, para a produção de alimentos com melhor qualidade e para o desenvolvimento de práticas menos agressivas ao meio ambiente.

Os impactos da biotecnologia

O maior impacto da biotecnologia moderna na agricultura é a possibilidade de produzir plantas geneticamente modificadas, com novos atributos e independentes da compatibilidade sexual entre as espécies.

Essa transferência de gene entre espécies visa o desenvolvimento de uma planta com um atributo de interesse econômico, como é o caso das plantas resistentes a vírus e a pragas.

Existem também os impactos econômicos dos cultivos geneticamente modificados comercializados atualmente no mundo, devido a tolerância a herbicidas e resistência a insetos.

Cultivos tolerantes a herbicidas

Com a utilização da soja RR (Roundup Ready) houve impactos significativos sobre os custos de produção e produtividade, devido a diminuição do número de aplicações de herbicidas, facilitando o controle de plantas daninhas e reduzindo o risco da falta de controle das mesmas.

Em algumas regiões do mundo, a soja RR, além da redução dos custos de produção, fez com que houvesse expansão da área plantada, pelo controle de plantas daninhas que haviam tomado conta de algumas áreas.

A redução dos custos variáveis, principalmente com herbicidas, máquinas e mão-de-obra, foi mais que suficiente para compensar o aumento do custo com sementes.

A soja transgênica, de maneira geral, não só causou impacto sobre os custos de produção, como também sobre o rendimento e os volumes de produção e comercialização.

Cultivos resistentes a insetos

O principal impacto da utilização de cultivos resistentes a insetos foi a redução dos gastos com inseticidas, implicando na diminuição do custo variável de produção.

Segundo dados da FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations), a produção de algodão consome cerca de 25% de todos os praguicidas agrícolas utilizados em todo mundo. Os resultados mais evidentes do uso do algodão Bt são justamente a redução dos custos, o aumento do rendimento e a produtividade.

A utilização do milho Bt também causou impactos positivos sobre a produtividade, sobre o lucro e sobre os custos de produção. A amplitude desse impacto variou em função da incidência de pragas em cada região.

Além dos impactos sobre o custo, a utilização do milho Bt está permitindo um maior aproveitamento deste cereal para a produção de alimento humano e animal, devido aos níveis de fumonisinas (toxinas) encontradas nos grãos de milho Bt serem menores que nas variedades convencionais.

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