Arquivos: janeiro 2016

28
jan

5 novidades sobre nutrição vegetal que o adubo foliar trouxe

A tecnologia de adubação foliar mudou completamente a maneira como a nutrição vegetal e a produção agrícola são realizadas em todo o mundo. A técnica de adubação, ou aplicação, foliar consiste no uso de fertilizantes e produtos enriquecidos com nutrientes específicos para fortalecer, corrigir e prevenir problemas de cunho nutricional nos alimentos produzidos para fins comerciais ou de consumo próprio. Os principais tipos de adubos foliares que são utilizados nessa técnica são os químicos, orgânicos, os aminoácidos e os adubos naturais.

Desde o início do uso dessa técnica em plantações espalhadas pelo Brasil e pelo mundo, diversas vantagens e novidades nesse mercado foram observadas pelas indústrias agrícolas e por muitos consumidores. Nesse artigo vamos apresentar cinco dessas novidades que foram implantadas no mercado da nutrição vegetal pelo adubo foliar.

Maior capacidade de nutrição das plantações

Sem sombra de dúvidas a maior novidade que o adubo foliar trouxe para a prática de nutrição vegetal foi a maior capacidade de garantir essa alimentação dos produtos agrícolas ainda na fase da plantação. Essa característica, que é principalmente observada em terrenos com pouca qualidade nutricional ou baixa mobilidade – que dificultam a busca das raízes das plantas por nutrientes – é muito importante para garantir a suplementação desses produtos que podem ser prejudicados por esses fatores.

O uso dos adubadores e fertilizantes corretos, na dose correta e nos locais corretos, favorecem o completo desenvolvimento da planta, aumentando não somente sua qualidade nutricional, como também o faturamento do agricultor, que tem menos perdas ao longo do ciclo de plantação.

Aplicação pontual e uniforme do adubo

Uma das características negativas do método tradicional de adubação e fertilização de plantações agrícolas era o grande índice de desperdício de produtos aplicados, especialmente quando era analisado o resultado do uso desses produtos na melhor nutrição e produção dos alimentos.

Com a técnica do adubo foliar essa situação pode ser melhor controlada e, em muitos casos, eliminada, visto que os produtos químicos, naturais ou orgânicos são aplicados diretamente nas plantas, em pequenas quantidades e de maneira uniforme – situações que valorizam o melhor aproveitamento desses produtos no desenvolvimento do alimento cultivado.

Essa técnica dribla situações de baixa disponibilidade de nutrientes em solos com pouca água, muito compactos, com grande presença de pragas ou até com pH muito elevado.

Resposta rápida do ambiente ao processo

Graças a essa eficiência na aplicação dos adubos e fertilizantes nas plantas, outra novidade que a técnica de adubação foliar trouxe para a agricultura foi de resposta mais rápida à ação de nutrição fornecida para o produto agrícola. A aplicação ajuda a evitar situações que podem deixar mais lenta a nutrição das plantas – como a falta de água no terreno – diminuindo o tempo de produção e aumentando o lucro dos agricultores.

Deficiências de nutrição podem ser tratadas pontualmente

Muitas vezes o problema da técnica de adubação tradicional de plantações agrícolas não era relacionado com a deficiência de todo um grupo de alimentos produzidos em uma região, mas sim de situações pontuais, que eram observadas em uma produção em larga escala. A adubação foliar permitiu que essas particularidades fossem tratadas pontualmente, evitando a nutrição em excesso de plantas que se apresentavam bem alimentadas e também assegurando uma boa resposta de desenvolvimento para os produtos deficientes.

Aplicação em grandes e pequenas produções

Outra grande novidade que o adubo foliar trouxe para os conhecimentos de nutrição vegetal é que essa técnica não precisa ser utilizada somente em produções agrícolas específicas. Como é uma técnica bastante avançada e vantajosa para qualquer tipo de produção, é possível contar com a ajuda do adubo foliar na nutrição de plantações em larga escala – como a soja, o arroz e o café – ou até mesmo em delicadas plantas ornamentais, como as orquídeas e bromélias.

Utilizar a adubação foliar é hoje uma maneira do agricultor garantir bons resultados e retornos financeiros para sua produção. Você conhecia essa técnica e suas novidades para o mercado de nutrição vegetal? Compartilhe suas dúvidas e conhecimentos com a gente!

15
jan

3 tendências para a agricultura que você precisa acompanhar

Chegar a ótimas safras não é uma tarefa fácil. Para isso, produtores devem vencer diversos fatores de risco como a composição do solo, mudanças climáticas, incidência de pragas, alteração de relevo. Gerenciar esses riscos está ficando cada vez mais fácil devido à agricultura de precisão e seus grandes avanços tecnológicos. Confira algumas tendências:

Drones

Imagine se o agricultor pudesse acompanhar cada centímetro da sua plantação. Averiguar elevações no terrenos, estresse hídrico, identificação de praga, falhas de plantio. Antes isto seria impossível sem despender muito tempo e dinheiro – e ainda assim ter resultados incertos. Hoje com os drones é possível ter uma visão completa do campo.

Big Data

A Big Data é um servidor que cruza grandes quantias de dados, como limites da área de plantio e amostras de solo. Essas informações são cruzadas com outras, como atualizações do clima por exemplo. Com isso, o produtor recebe a indicação que deve suprir uma deficiência da plantação com algum nutriente.

Sensores e monitores de desempenho

Graças a uma série de equipamentos que podem ser acoplados em máquinas de diversos tipos, hoje é possível gerar uma infinidade de informações sobre a lavoura e a produção. Um é o monitor de plantio SeedSense, da Precision Planting, que mostra o desempenho da plantadeira e indica os ajustes necessários na máquina, evitando problemas operacionais e possíveis perdas.

15
jan

Conheça os tipos de fertilizantes mais usados na agricultura

Fertilizantes são substâncias aplicadas ao solo ou tecidos vegetais (geralmente folhas) para prover um ou mais nutrientes essenciais à produtividade da planta. As plantas necessitam de diversos elementos químicos que são divididos em duas partes:

  • Macronutrientes:
    • Carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, fósforo, enxofre, cálcio, magnésio e potássio.
  • Micronutrientes:
    • Boro, cobalto, cobre, ferro, manganês, molibdênio e zinco.

Muitos desses elementos estão no meio ambiente e são de fácil absorção da planta. Outros, ou não são diretamente absorvíveis ou têm um processo muito lento face à demanda produtiva. Por isso que o uso de fertilizantes na agricultura é fundamental. A aplicação correta de insumos pode ser responsável por cerca de 50% do ganho de produtividade em culturas.


Para se chegar nesse número de incremento, o manejo da cultura precisa ser técnica e eficiente, valendo-se de todos os conhecimentos sobre cada tipo de situação para cada plantação e seus respectivos fertilizantes. Entenda mais sobre os fertilizantes mais utilizados na agricultura:Em geral, os fertilizantes são classificados em:
  • Minerais: são aqueles constituídos apenas por nitrogênio, fósforo e potássio, de rápida absorção. Essa classe é subdividida em:
    • Fertilizantes nitrogenados: compostos essencialmente de nitrogênio. Têm como principal matéria prima a amônia (NH3). 
    • Fertilizantes fosfatados: substâncias constituídas de fósforo assimilável aos vegetais e obtidas a partir do superfosfato, fosfato oxidado, fosfatos de amônio e termofosfatos.
    • Fertilizantes potássicos: substâncias extremamente solúveis em água, que fornecem o potássio necessário ao desenvolvimento vegetal. Sulfato de potássio e cloreto de potássio são as principais matérias primas para a produção desses fertilizantes.
  •  Orgânicos: São resíduos animais ou vegetais, sendo de ação mais lenta que os minerais, visto que necessitam transformações maiores (serem desmontados em compostos inorgânicos) antes de serem utilizados pelos vegetais. Promove o desenvolvimento da flora microbiana e por consequência melhoram as condições físicas do solo; assim, a presença de matéria orgânica acelera a atuação dos adubos químicos.
  1. Esterco de curral – para melhor aproveitamento dos fertilizantes contidos nesse adubo, faz-se necessário que o adubo seja curtido, geralmente por trinta dias sob condições especiais. O nitrogênio (N) não ultrapassa 1% da composição exceto no esterco de galinha, onde pode atingir 1,5% a 2%.
  2. Resíduos de matadouros – são ossos, sangue seco ou farinha de sangue (extraído os ossos e gordura em tanques a pressão), chifres e cascos. Esses dois últimos de difícil assimilação.
  3. Resíduos oleaginosos – são subprodutos da indústria de óleos.
  4. Vinhaça – são subprodutos das usinas após a destilação do álcool. Apesar de ser solução ácida, produz efeito alcalinizante.
  5. Resíduo de filtro prensa – é subproduto da usina de açúcar.
  6. Adubo verde – São cultivos que se praticam para serem enterrados no solo. Geralmente leguminosas de enraizamento mais profundo. Num solo sem fertilidade pelo uso excessivo e muito afetado pela erosão, às vezes, só pega no segundo ano, assim é recomendado, nesses casos, sementes inoculadas com bactérias fixadoras de nitrogênio. Alguns cultivos praticados: feijão de porco, feijão guandu, mucuna, feijão baiano e soja.
  •     Mistos: combinação de fertilizantes nitrogenados, fosfatados e potássicos.

Fonte: Wikipedia e Infoescola