Arquivos: setembro 2015

28
set

Produção de cana de açúcar pode ter um aumento de 3,2%

Um crescimento de 3,2% na produção brasileira de cana de açúcar, na safra 2015/2016, em relação à safra anterior, é apontado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O levantamento prevê uma colheita estimada em 655,2 milhões de toneladas.

A produtividade da safra 2014/2015 foi afetada pela falta de chuva, principalmente na Região Sudeste. Já para o ano agrícola de julho de 2015 a junho de 2016 a perspectiva na região é de aumento de 3,8%.

Produção de etanol

Mais da metade do volume de cana colhido, cerca de 66%, será destinada à produção de 28,52 bilhões de litros de etanol. Serão 16,5 bilhões de álcool hidratado e 12 bilhões de litros de álcool anidro para mistura com gasolina.

Um aumento de 4,8% na produção de açúcar também é previsto pela Conab, que deve passar das 35,56 milhões de toneladas, na safra anterior, para 37,28 milhões na safra 2015/2016, representando um incremento de 1,7 milhão de toneladas.

Via: Exame/Abril

23
set

Produtores devem cuidar o preço da soja

A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) divulgou nesta terça-feira (22) uma nota de alerta aos sojicultores. Segundo a assessoria econômica da Farsul, os produtores precisam cuidar na hora de comercializar a soja, pois “o atual valor recebido pelos brasileiros é resultado da influência da taxa de câmbio e não reflete a realidade do mercado internacional”, diz a nota.

 

Segundo a entidade, no início de setembro de 2014 o saco de 60 kg de soja era comercializado a US$ 25,00. Na última sexta-feira (18), o mesmo saco foi vendido por US$ 18,32, uma queda de 26,70%. A Farsul alerta que, apesar do consumo se manter ascendente, puxado principalmente pela China, as produções dos EUA e Brasil cresceram bem acima da demanda. Esse desencaixe entre produção e consumo gerou um aumento dos estoques e forçou uma queda no preço mundial da soja, efeito ainda não sentido pelos produtores brasileiros por influência da alta do dólar.

 

Para o economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz, setembro tem a maior cotação média do dólar desde a implantação do Plano Real (R$ 3,81), o que interfere diretamente no preço pago aos produtores. Para ele, o atual momento econômico brasileiro dá aos sujicultores uma irreal sensação de solidez do mercado. “Podemos afirmar que dos R$ 69,63 recebidos pelo saco de 60 Kg, R$ 29,03 é consequência direta da variação cambial. Se utilizássemos a média do ano passado, o valor do saco seria R$ 40,60″, compara.

 

“A crise política, econômica e de confiança é o que vem mantendo essa alta. No momento em que houver um encaminhamento para as soluções dessas crises, a tendência da taxa de câmbio será de queda. Além do mais, o câmbio costuma ser um dos primeiros preços a serem ajustados, muito antes da recuperação econômica em si”, comenta o economista.

 

Expectativa de dólar alto em 2016 pode não se concretizar

 

O Relatório Focus do Banco Central traz a expectativa que o dólar se mantenha em um patamar elevado, próximo dos R$ 4,00, em 2016. Apesar do indicador ser favorável aos produtores, a assessoria econômica do Sistema Farsul lembra que a taxa de câmbio é muito volátil e essa expectativa pode mudar conforme o panorama político.

 

A orientação dada aos produtores é de que tenham conhecimento dos riscos envolvidos e organizem um planejamento defensivo considerando a possibilidade de uma inversão da taxa cambial até abril de 2016, quando a colheita estará acontecendo. Também é indicado que se trave os preços, principalmente com opções de venda. Para isso, é preciso procurar corretoras de valores mobiliários, especialmente aquelas com mesa de derivativos agropecuários.

 

O diretor da Omega Nutrição Vegetal, Ricardo Mocellin, diz que irá travar parte da soja que irá colher, pois não se sabe até quando o dólar irá trabalhar a favor do produtor. “Se passar a crise e o dólar baixar para patamares projetados pelos grandes bancos, para R$3,90, por exemplo, a soja poderá ficar em R$ 71,37”, analisa ele.

 

Fonte: Farsul

17
set

“A Omega se propõe a aumentar a produtividade e diminuir os custos”, diz Ricardo Mocellin

O ano de 2015 está sendo o ano da inovação na Omega Nutrição Vegetal. Utilizando-se da biotecnologia, a empresa desenvolveu um mix de novos produtos voltados para o aumento da produtividade.

Veja abaixo a entrevista com o diretor da Omega Nutrição Vegetal, Ricardo Mocellin, que explica todo esse processo, os benefícios dessa nova linha de produtos e o momento que vive a empresa sediada em Canoas, RS.

1)      A Omega busca ser referência em sustentabilidade e aumento de produtividade. Quais as soluções inovadoras que a empresa vem desenvolvendo para isso?

Nós somos fabricantes de fertilizantes foliares e esse segmento da indústria agronômica existe desde 1950, mas, aqui no Brasil, a partir dos anos 70 é que começou a ser divulgado. Em uma primeira fase todos os fertilizantes basicamente eram sais nutritivos, como o cloreto de cálcio diluído na água, por exemplo. Eram fertilizantes simples. Uma segunda geração dessa indústria de fertilizantes evoluiu para organominerais, como o nome diz, tinham uma carga orgânica além dos nutrientes. E na terceira geração, que é onde a Omega se encontra hoje, nós estamos vislumbrando um passo além do organomineral, que são produtos que trazem nessa carga orgânica bioestimulantes, fitohormônios, aminoácidos, que desencadeiam determinadas reações esperadas na planta. Eu chamo de terceira geração porque tem esse desempenho específico. Por exemplo, contra a seca você põe um determinado aminoácido, que induz a planta a se defender desse fator ou contra uma doença e assim por diante. Nesse momento, a Omega está lançando uma linha de produtos com essa inovação. Se tivéssemos de definir, biotecnologia é a palavra mais adequada para essa nossa nova geração de produtos.

2)      A empresa está reestruturando seu mix de produtos. Quais produtos novos o senhor destacaria como os mais demandados pelo mercado?

A Omega acabou dividindo seu portifólio em dois. A Divisão Pró+ que é carregada com tradição e confiança. São produtos mais tradicionais, que já existiam no nosso mix. Já a Divisão Phytotech vem com bioproteção e biotecnologia embarcada. Essa divisão tem, por exemplo, uma linha com produtos que otimizam em até 30% a eficiência das pulverizações agrícolas. São as maiores demandas comerciais atualmente na empresa, conjuntamente à linha formada pelos produtos com aminoácidos embarcados.

3)      Devem vir mais produtos novos por aí? O senhor pode falar quais e quando?

Estamos sempre estudando novos produtos. A indústria agrícola, assim como a farmacêutica, demanda alguns testes antes do lançamento das novidades. A cada ano, após o período de experimentação agrícola, testamos à campo, em condições de lavoura comercial, os produtos que serão lançados no ano seguinte. Isso nos dá uma garantia de funcionamento no mercado.

4)      Como está a estruturação da empresa para a área de pesquisa (experimentação agrícola)?

Normalmente, as empresas contratam departamentos das universidades ou mesmo empresas privadas que se encarregam de fazer a pesquisa e testes de alguns produtos. Nós trabalhamos com duas situações: uma é contratar universidades de renome para pesquisas e a outra é abrir um departamento interno dentro da empresa com um responsável experiente nesses testes. Trata-se de um departamento técnico de pesquisa aplicada com um coordenador científico. Esse departamento está previsto para ser lançado esse ano. Já estamos na fase de seleção do responsável para tal. Os espaços onde acontecerão esses testes já estão definidos.

5)      O uso de adubos foliares vem crescendo bastante nas lavouras do Brasil. A que o senhor atribui esse crescimento?

Com o advento da transgenia na agricultura veio junto a aplicação de herbicidas nas sementes transgênicas. Com isso, todos os produtores acabaram se equipando com pulverizadores para aplicar o glifosato (herbicida) e partir para o plantio direto e a cultura transgênica. Assim, a aplicação de líquidos como fertilizantes ou defensivos ganhou muita força porque hoje todos têm essa capacidade operacional de colocar fertilizantes líquidos no momento certo do ciclo da planta e na dose certa. Essas duas questões são fundamentais no ciclo vegetativo da cultura para o sucesso do fertilizante foliar. Se colocar o produto certo na hora errada não vai funcionar.

6)      Nesse contexto, o senhor poderia falar mais sobre como se encaixam fertilizantes foliares hormonais e os aminoácidos? E o que esses elementos promovem às lavouras?

O fertilizante foliar se presta para suprir a planta de alguma deficiência nutricional que ela apresente. Ele permite fazer isso ao longo do ciclo, não necessariamente tendo de corrigir a deficiência do solo um ano antes do plantio. O fertilizante foliar consegue realizar essa correção durante o ciclo vegetativo. Além disso, ele supre a necessidade de produzir mais, otimizando os recursos, sejam eles ambientais, financeiros, etc. Em agricultura, produtividade não se atém a um só fator. Eu li um trabalho que demonstra que produtividade significa 53 fatores que devem trabalhar de forma harmoniosa, conjunta e equilibrada. Esses fatores passam por potencial genético, sanidade, fertilidade, chuva, plantio adequado, densidade de sementes e por aí vai. É muito difícil atingir os 53 fatores conjuntamente. O fertilizante foliar tem um importante papel nesse cenário. Muitas vezes, ele pode sanar uma deficiência de forma pontual, e em outras, atuar de forma ampla, gerando diversos benefícios.

7)      Quais são os produtos capazes de chegar mais perto desses fatores?

Os produtos da Divisão Phytotech se propõem a ter essa carga biotecnológica e dentro disso cabem muitos fatores, entre eles, genética e as rotas metabólicas na planta. Só que isso a gente não faz só com nutrientes, tem de usar alguns aminoácidos e alguns hormônios naturais que desencadeiam essas reações. Assim como nós humanos dependemos de alguns aminoácidos e produzimos muito menos do que necessitamos, as plantas também dependem disso. Na Linha Aminum, onde se encontram os produtos Thor Raiz, Thor Colheita, Thor Ciclo e Thor Defense, por exemplo, oferecemos os aminoácidos em cada produto para que eles desencadeiem a ação esperada, tanto quanto a estresse abiótico, como vento, geada, seca, alagamento, quanto a estresse biótico, que seria uma manifestação fúngica, lagarta, percevejo, bactérias, ou seja, qualquer ser vivo.

8)      Como funciona a Linha Aminum?

Na Linha Aminum nós temos quatro produtos. Começamos com o Thor Raiz, com o tratamento de sementes para estimular a germinação e o estande de lavoura adequado, por meio do aumento de raízes. Passando depois para o Thor Ciclo, que é para ser usado ao longo do ciclo e promover o desenvolvimento vegetativo. Temos também o Thor Defense que é para ser usado na pré-florada, fazendo com que a planta se previna contra as doenças que ocorrem nesse momento e, finalmente, o Thor Colheita, que tem como objetivo o maior enchimento do grão, dando mais peso aos grãos e aumentando a produtividade.  Antigamente, para o ciclo da soja era preciso 10 produtos, e agora pode se fazer todo o ciclo com quatro. Esses produtos não servem só para grãos, eles servem também para frutas, hortaliças, etc.

9)      A utilização de produtos à base de Ácidos Húmicos aumenta a produtividade na agricultura no Brasil e no mundo? Por quê?

Os ácidos húmicos são  considerados  bioestimulantes.  As plantas ao longo da sua existência vão fixando carbono e isso pode virar petróleo. São hidrocarbonetos. Os ácidos húmicos são uma fase anterior ao hidrocarboneto. Então, eles são ricos em carbono e estimulantes das raízes das plantas. E a planta, apesar de absorver nutrientes também pelas folhas, precisam essencialmente de um bom sistema radicular. E os ácidos húmicos vêm fazer isso: melhorar a biologia do solo, aumentando o número de raízes e de radicelas e, dessa forma, aumentar a absorção dos nutrientes do solo. Esses ácidos se dividem em, ácidos fúlvicos, que melhoram a absorção dos nutrientes, e ácidos húmicos, que melhoram a condição do solo em si e a interação do solo com as raízes.

10)  Qual a sua perspectiva para o setor do agronegócio com a alta do dólar e a pressão inflacionária pela qual passa a economia brasileira?

Pelo segundo ano consecutivo os produtores rurais estão sendo salvos pela desvalorização do real. No ano passado, as projeções mostravam que a soja seria vendida a R$ 45 a saca, e se vendeu a R$ 60 em função dessa desvalorização. E, nesse ano, está se prevendo que vai se entregar a soja em maio do ano que vem a R$ 80 o saco. Então, a desvalorização cambial vai salvar a lavoura, mas isso, provavelmente não vai acontecer de 2016 para 2017. A inadimplência está começando agora. O mercado de agronegócio é o que mais cresce. É o que carrega a balança comercial do Brasil nas costas, e proporciona o superávit, mas passou por um momento de uma bolha de consumo e apesar de continuar crescendo o pessoal vai ter de ter muito cuidado daqui para frente. Quem não fez uma boa gestão financeira já foi salvo nos anos 2014, 2015 e vai ser salvo em 2016, mas não passa de 2017. A boa gestão é aumentar a produtividade e diminuir os custos que é o que a Omega se propõe, ajudar o produtor.

15
set

Setor do agronegócio alcança US$ 7,34 bilhões em agosto

Um comparativo ao mesmo período do ano passado aponta que as exportações dos produtos do agronegócio tiveram um recuo de 17,4% nas vendas externas do país no mês de agosto, alcançando este ano US$ 7,34 bilhões. Os dados são do Sistema de Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro (AgroStat), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Já as importações totalizaram US$ 967 milhões, com retração de 31,5% na comparação ao mesmo período de 2014. Com isso, o saldo da balança comercial do setor foi de US$ 6,38 bilhões em agosto.

Dessa forma, conforme a secretária de Relações Internacionais do Agronegócio, Tatiana Palermo, o setor do agronegócio, mais uma vez, contribui para um considerável superávit na balança comercial brasileira. “Foram US$ 50,5 bilhões no acumulado de oito meses do ano. Destaco a relevante participação do setor no total das exportações brasileiras. O agro responde hoje por 46,5% do total, e no, ano passado, foram 43,9%, no mesmo período”, afirmou.

Segundo o levantamento, cinco cadeias produtivas tiveram participação de 80% do total exportado pelo agronegócio em agosto: complexo soja (35,6%); carnes (17,7%); produtos florestais (11,1%); complexo sucroalcooleiro (8,7%); e café (6,5%). Veja os números abaixo:

Complexo soja – O complexo soja liderou as exportações em agosto, registrando US$ 2,62 bilhões em vendas.

Carnes – As carnes apareceram em segundo lugar no ranking exportador do agronegócio em agosto, com US$ 1,30 bilhão e 563 mil toneladas embarcadas.

Produtos florestais – Os produtos florestais ficaram na terceira posição dos setores do agronegócio que mais exportaram em agosto, US$ 816 milhões, com embarques de 1,5 milhão de toneladas.

Complexo sucroalcooleiro – O complexo sucroalcooleiro foi o quarto setor que mais exportou no mês de agosto com remessas da ordem de US$ 637 milhões.

Café – O setor cafeeiro, que ocupa a quinta posição no ranking, exportou US$ 477 milhões, em receitas. A quantidade exportada foi de 168 mil toneladas.

Acumulado do ano

As exportações do agronegócio brasileiro atingiram US$ 59,71 bilhões entre janeiro e agosto de 2015. A participação do agronegócio no total das exportações brasileiras subiu de 43,9% para 46,5% no período. As importações do agronegócio totalizaram US$ 9,18 bilhões, como resultado, o saldo da balança comercial do agronegócio ficou em US$ 50,54 bilhões.

Já os embarques do complexo soja chegaram ao valor de US$ 22,52 bilhões, principal item das exportações. O setor de carnes vendeu US$ 9,7 bilhões. Os produtos florestais alcançaram US$ 6,75 bilhões. O complexo sucroalcooleiro ficou na quarta colocação entre os principais setores exportadores do agronegócio, com o montante de US$ 5,32 bilhões. O setor cafeeiro exportou US$ 4,10 bilhões.

Via: Ministério da Agricultura

10
set

Retardar compra de fertilizantes pode não ser bom negócio

A subida dos preços dos insumos agrícolas tem levado os produtores a investirem menos em adubos. Outros irão comprar os fertilizantes necessários mais perto da época de plantar. Porém essas escolhas podem não ser um bom negócio.

Especialistas preveem que o dólar deve continuar subindo nas próximas semanas e os preços dos fertilizantes devem ficar mais altos por causa da demanda acumulada de entrega em diversas regiões do país. Portanto, o produtor que ainda não negociou a compra de fertilizantes para o início do plantio pode pagar ainda mais caro pelos produtos.

“Há um risco de alguns problemas de logística. Temos algumas filas grandes de navios nos portos que causam um custo do navio parado e isso impacta no preço do fertilizante. É possível que tenhamos um aumento de preço de curto prazo em setembro e outubro pra cumprirem as entregas. Por outro lado como os preços dos grãos seguem baixos, os produtores continuam tentando na medida do possível, comprar menos fertilizantes o que pode gerar menos produtividade”, afirmou o consultor da FCStone, Marcelo Mello.

Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo já sentiram a diminuição na venda dos insumos. Os estados foram afetados principalmente pela crise do setor sucroalcooleiro, que impactou diretamente a diminuição da demanda. O engenheiro agrônomo Daniel Lopes acredita que este será um ano difícil para as indústrias de fertilizantes, em especial as estabelecidas dentro do estado de São Paulo.

“São Paulo é um estado que de fato nós já havíamos observando uma redução nas entregas de fertilizantes e acontece o mesmo na comercialização. O agricultor ele tem que colocar em mente qual é a produtividade esperada que ele gostaria de ter naquela safra e com isso tomar a decisão correta de quanto ele deve investir em fertilizantes e outros insumos. Essa é uma decisão difícil esse ano de ser tomada, mas a gente sabe que se ele compra uma semente de qualidade ele precisa nutrir adequadamente essa semente”, afirmou Lopes.

Queda na venda de insumos é de 7,7%

De acordo com a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), as vendas de fertilizantes no país caíram 7,7% no primeiro semestre de 2015, comparados com o mesmo período de 2014. A demora na liberação do Crédito Rural e o fato de 80% dos adubos usados no país virem do exterior são os principais motivos.

Para o secretário da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, Reinaldo Canturatti, o produtor está mais cauteloso para tomar decisões de compra em função da situação econômica e das variações de taxa cambial. “Ele (produtor) sempre fica na expectativa de ganhar alguma vantagem, mas vai chegar um momento que é crucial, ou compra ou não compra. Ele tem a data de plantio, ainda mais soja que as janelas de plantio são muito estreitas, então ele não tem muito o que adiar a partir de determinada data”, afirmou o secretário.

A Sociedade Brasileira de Ciência do Solo alerta que a diminuição do uso de fertilizantes nas plantações pode ser uma saída, mas tem que ser planejada. Segundo a entidade, a compra de fertilizantes representa em média 30% dos gastos de produção do agricultor brasileiro. “Entre fertilizar menos em toda propriedade e fertilizar adequadamente glebas que sejam economicamente viáveis eu acho que reduzir área plantada com adequada adubação, do ponto de vista econômico e de sustentabilidade, eu acharia mais negócio. Se houver redução, as culturas que vão ser mais afetadas seriam a soja e depois o milho e talvez até o algodão – disse Canturatti.

Fertilizantes da Omega aumentam a produtividade

Uma saída para esse problema seria o uso de menos fertilizantes sem prejudicar a produtividade. E é exatamente isso que a Omega Nutrição Vegetal oferece. Conheça nossa linha de produtos clicando aqui  e veja como aumentar a produtividade investindo em menos fertilizantes.

Fonte: Canal Rural 

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