Arquivos: agosto 2015

31
ago

Algodão tem alta de preços

Com mais da metade da área cultivada no País, a colheita de algodão mantém os preços em alta, mesmo com um ritmo mais lento dos negócios. A informação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que aponta um aumento de 3,24 no Indicador Cepea/Esalq desde o início de agosto.

As cotações também seguiram a tendência de alta em Mato Grosso, conforme o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). No início de agosto, a alta foi de 1,39%, quando a arroba da pluma chegou a R$ 66,22. O movimento acompanhou a valorização dos principais contratos na bolsa de Nova York. Dezembro de 2015, por exemplo, subiu 1,24%, a US$ 0,6391 por libra-peso.

Após a divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos – USDA, as cotações do algodão na ICE reagiram fortemente. “Ao demonstrar expectativa na queda de área e na produção de algodão nos EUA na safra 15/16 em 7% e 10%, respectivamente, em relação ao relatório anterior, a cotação na ICE subiu 6% desde o dia 12/08 com movimentos dos agentes de mercado”, relatou o Imea, em seu informe semanal sobre a cultura.

Via: Revista Globo Rural

27
ago

OCDE e FAO projetam o Brasil como maior exportador agrícola em 2024

 

Conhecido como um país agrícola, o Brasil deve liderar as exportações mundiais do setor em 2024. A projeção é da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento da Europa (OCDE) e da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). As instituições levaram em conta os avanços da agricultura no país nos últimos anos.

O aumento da produtividade e a expansão das lavouras são os principais fatores para a continuação do crescimento da safra até 2024, segundo a OCDE e a FAO destacaram em um capítulo dedicado ao Brasil no relatório anual de Perspectivas Agrícolas. Segundo as instituições, as plantações ocuparão uma área total de 69,4 milhões de hectares daqui a nove anos.

Esse número representa um crescimento de 20% em relação à média do período entre 2012-2014 e um aumento anual de 1,5%. Boa parte dessa expansão ocorrerá por meio da cana-de-açúcar (com alta de 37%), do algodão (35%) e das oleaginosas (23%), especialmente a soja.

Aumento de produtividade

As entidades projetam que o Brasil melhorará, principalmente, o rendimento de suas lavouras de trigo e arroz. Haverá avanços de menor impacto também no caso do algodão, das oleaginosas e da cana-de-açúcar.

O principal produto agrícola do Brasil deverá continuar sendo a soja. Atualmente, o país é o segundo maior exportador mundial de soja, atrás apenas dos Estados Unidos. Segundo o relatório, os embarques da oleaginosa devem render em 2024 cerca de US$ 22,8 bilhões, um valor menor do que o recebido pelo país atualmente.

As entidades explicam que esse montante seria reduzido porque o consumo interno deve crescer 27% nos próximos 10 anos, implicando na redução dos volumes exportados. Em 2013, os embarques de soja renderam US$ 23 bilhões, equivalente a 26% do total dos produtos agrícolas vendidos pelo Brasil ao exterior.

Exportações

O agronegócio gerou US$ 89,5 bilhões ao país em 2013, o que representou 9% do comércio mundial desse tipo de produto. Em 2000, a participação brasileira era de apenas 4,5%, com US$ 14,3 bilhões.

A China tem um papel relevante no processo. O país passou da décima posição, em 2000, para a liderança das importações do setor primário brasileiro. A OCDE e a FAO reconheceram que o Brasil conseguiu “resultados notáveis” na luta contra fome e na redução da pobreza.

As duas entidades afirmaram ainda que “as políticas de desenvolvimento rural devem ser mais seletivas”. Por isso, indicaram que o governo deve oferecer mais possibilidades para produtos que tem um valor elevado, como o café.

Fonte: Exame 

24
ago

Sabor do suco de laranja pode sofrer alteração devido ao clima

 

A laranja é uma fruta que depende de muitos fatores climáticos para o seu bom cultivo e também para a definição do seu sabor, que pode ser alterado de acordo com o clima que a planta está exposta. Quando as temperaturas estão altas o suco de laranja é muito consumido, mas será que as temperaturas altas são favoráveis para o cultivo da fruta?

Segundo o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Eduardo Augusto Girardi, a laranja é uma fruta que necessita tanto de calor, quanto de frio, mas o excesso de um ou outro pode acarretar em danos aos frutos. “Antes de florescer, a planta passa por um período de repouso, que geralmente ocorre no inverno, com temperaturas menores e com menos chuva também. Assim, quando volta a chover ela floresce de forma mais abundante. Nas regiões do Sul, onde faz mais frio, as plantas vegetam bem e, por fim, florescem mais”, esclarece Eduardo.

Após a floração, o período de seca muito forte pode gerar uma desidratação nos frutos e deixá-las até mais secas e murchas, explica Eduardo. Se eles estiverem maduros, podem perder água e, assim, influenciar o sabor, que concentrará mais o açúcar. Ainda não é possível saber se o clima seco e quente deste inverno afetará a produção da laranja. Para ter essa resposta, conforme o pesquisador, é preciso esperar o período mais seco, que normalmente vai de agosto até outubro. Após esse período, será possível analisar se ocorrerem danos por causa do clima.

Via: Sou Agro

20
ago

Redução das cotações do petróleo derrubarão preços de produtos agrícolas para os próximos anos

 

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento da Europa (OCDE) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) afirmaram neste mês que os preços agrícolas mundiais diminuirão nos próximos dez anos. Isso se dará graças ao aumento da oferta e à redução dos custos de alguns fatores da produção, como o petróleo, por exemplo.

Já as cotações dos produtos se manterão globalmente acima do nível atingido antes das altas geradas pela crise de produção de 2007 e 2008. Os dados estão no relatório anual de Perspectivas Agrícolas das duas entidades.

Há diferenças significativas entre os produtos vegetais de base, com tendência de baixa dos preços, e carne, leite e cereais secundários – ou as oleaginosas usadas para alimentar o gado – que serão mantidas em um patamar mais alto.

A demanda pelos cereais e oleaginosas que alimentam o gado é um dos principais motivos para que esse grupo fique acima dos vegetais. Isso acontece sobretudo nos países em desenvolvimento, onde o crescimento da população unido às melhorias nas condições de vida dos mais pobres abrem espaço para o consumo de proteínas animais.

Petróleo

As cotações do barril do petróleo em queda representam uma menor pressão sobre os preços agrícolas, mas podem influenciar diretamente a produção de biocombustíveis de primeira geração, pouco rentável nessa situação. Apesar disso, as duas entidades indicam que, no Brasil, a obrigação de incorporar mais etanol nos combustíveis irá representar um impulso para o setor da cana-de-açúcar, algo parecido com o que ocorrerá por meio dos benefícios fiscais concedidos pela Índia aos produtores de biodiesel.

A melhoria da produtividade na Ásia, Europa e América do Norte até 2024 também deve acarretar no crescimento da produção agrícola nesses continentes. Na América do Sul, a expansão da superfície cultivada também terá grande influência na alta.

Com isso, conclui-se que o grosso das exportações se concentrará em um menor número de países, gerando mais riscos de mercado. Em particular, no caso de catástrofes naturais, embargos ou restrições às exportações. Por outro lado, haverá mais países importadores de alimentos.

Cereais

A OCDE e a FAO antecipam que, nas projeções sobre os cereais, o nível elevado dos estoques e a queda dos custos de produção vão diminuir ainda mais os preços nominais a curto prazo. Porém, a forte demanda resultará em altas num horizonte mais prolongado.

A produção mundial de trigo, que foi de 700,4 milhões de toneladas entre 2012 e 2014, será de 723,8 milhões neste ano. As entidades projetam que o volume seja de 786,7 milhões em 2024.

 

17
ago

Brasil e Argentina devem elevar a produção de grãos devido ao El Niño

Caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, o fenômeno El Niño deve ocorrer com mais intensidade neste ano e influenciar a produção de grãos nas principais regiões do mundo. Essa avaliação é apontada pelo coordenador do Núcleo de Pesquisas e Projeções sobre Agricultura e Clima da Thomson Reuters, Corey Cherr.

Um equipe de 15 analistas é liderada por Cherr, nos Estados Unidos, cruzando informações sobre o clima e os fundamentos de oferta, demanda e estoques das principais safras globais. Conforme a avaliação, para o território brasileiro, o fenômeno traz aumento de temperatura e tendência de chuvas acima da média, especialmente no Sul e Centro-oeste, onde está a maior parte da safra de grãos.

“Sob a influência do El Niño, Brasil e Argentina devem elevar sua produção no ciclo 2015/2016 e somar 116 milhões de toneladas”, disse Cherr. Já nos Estados Unidos, o plantio da safra 2015/2016 está quase na reta final. Nas lavouras de milho, chegou a 95% da superfície até a semana passada, de acordo com o Departamento de Agricultura do país (USDA). Em 74% das lavouras, as condições variam de boas a excelentes. A semeadura de soja chegou a 71% da área.

Via: http://revistagloborural.globo.com/Noticias/Agricultura/noticia/2015/06/el-nino-deve-ganhar-forca-e-elevar-producao-de-graos-diz-analista.html

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